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Ser líder na crise - brnd.ws

Ser líder na crise

A mim sempre me ensinaram que o bom líder é aquele que atribui as vitórias à equipa e carrega a culpa dos erros. Não tem que ser um mártir mas deve, enfim, ser o máximo responsável da equipa, aquele com maiores benefícios e maiores responsabilidades. As notícias recentes sobre a crise em Portugal, ou melhor sobre o fim da recessão em Portugal, veio demonstrar a classe de líderes da nossa política. Ao primeiro sinal estatístico de que a recessão já passou, o líder vem a público bater com a mão no peito e assumir a responsabilidade pessoal e do seu governo pelo feito. O mesmo líder que, há um ano atrás disse que a recessão era culpa dos outros, que ele e o seu governo tinham feito tudo bem. O culpado estava noutro lugar.

Não vou aqui argumentar que a culpa da recessão é deste governo, longe disso. Ao contrário do engenheiro do diálogo que conseguiu construir uma crise sozinho (afinal os engenheiros constroem coisas), este engenheiro tem pouca culpa no nascer da recessão. Mas tal como tem pouca culpa no erro, tem pouco mérito na solução. Mas talvez isso seja demais pedir.

Isto para já não falar na imprudência de vir falar em fim da recessão quando ninguém se atreve a anunciá-lo em qualquer outro lugar. Ninguém devia chegar ao lugar a que chegou este engenheiro sem ter umas aulas de liderança, que não é a mesma coisa que sorrir para as câmaras e ter um discurso bem gravado e é algo que não se ensina na escola de engenharia. É perigoso e só contribui para denegrir (ainda mais) a fama da classe política.

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