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Actualização à regra de 3 simples - brnd.ws

Actualização à regra de 3 simples

O post anterior foi escrito antes de se saber o desfecho da AG da PT onde se votou a venda da participação na Vivo à Telefónica. Eu por acaso pensava que a proposta ia chumbar por maioria dos accionistas porque a mesma corja que chumbou a OPA da Sonae faria agora o mesmo frete ao governo. Parece que não e, por alguma razão, desta vez até o BES virou as costas ao governo. E o governo veio dar razão à minha regra de 3 simples e usou a golden share para travar a operação.

A primeira e mais importante razão pela qual eu acho que esta decisão corrobora a dita regra é que, uma vez mais, o governo actuou a pensar no curto prazo sem pensar nos danos a longo prazo. O que é pior é que o governo teve que actuar agora porque há 3 anos tomou o mesmo tipo de decisão pensando nos benefícios de curto prazo, fossem eles quais fossem, e esquecendo que do ponto de vista do mercado a Sonae seria uma melhora gestora da PT. Só que, obviamente, seria uma gestora independente o que provavelmente desagradou ao Sócrates. Se puxarem do Google irão ver que já na altura a Sonae defendeu a venda da Vivo porque a parceria não era sustentável e apostava noutras vias de expansão. Agora vamos pelo mesmo caminho com a diferença que a actual gestão parece não ter soluções alternativas à Vivo.

Mas há mais razões para pensar que esta decisão é má para o longo prazo. Podemos dizer que a golden share irá com quase toda a certeza ser condenada pela UE e possivelmente até ilegalizada. O primeiro implica apenas ficar mal na fotografia, mas o segundo implica isso e faz com que a decisão seja totalmente inútil. É o que se chama ser apanhado com as calças na mão. O facto de se ficar a saber que o governo em Portugal intervém em empresas privadas cotadas em bolsa quando não lhe agrada o voto dos accionistas não vai ajudar à captação de investimento estrangeiro. Bom, talvez se a Venezuela tiver dinheiro para investir, o que não  é provável. E por acaso o investimento estrangeiro daria um jeitaço em momentos de crise. Digo eu mas não sou ministro.

E portanto eu continuo a dizer, falta aqui o Blatter da gestão da crise para dizer ao Sócrates “o senhor dedique-se a cortar fitas e aparecer nas fotografias que a gente trata daquilo em que é competente”.

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